Um versículo que tem me levado a refletir muito é
Salmos 11.3: “Na verdade, que já os fundamentos se transtornam; que pode fazer
o justo?” O que representam os fundamentos? As inegociáveis doutrinas e
verdades da Palavra de Deus. E hoje muitos estão abrindo mão delas ou
pregando-as de maneira diferente. Mas observe a pergunta do salmista: “... que
pode fazer o justo?”
Como justos — não de nascimento, mas justificados
pelo Senhor (Rm 5.1) —, não devemos ficar “olhando a banda passar”. O justo
pode fazer muita coisa! Pode orar, pois a oração feita por um justo pode muito
em seus efeitos (Tg 5.16). Oremos pela igreja brasileira.
Oremos pelos líderes, pregadores, ensinadores e
cantores, a fim de que não mercadejem o evangelho (2 Co 2.17). Infelizmente,
vemos na mídia homens que já foram considerados expoentes da sã doutrina
mercadejando a Palavra. Antes, opunham-se à falaciosa teologia da prosperidade
e aos desvios na área da batalha espiritual, mas agora tornaram-se os
principais defensores dessas e de outras doutrinas falsificadas. Os fundamentos
se transtornam. Que pode fazer o justo? Orar (At 4.29-31; Ef 6.18,19).
Mas não apenas oremos. Preguemos a verdade, ainda
que os enganadores — que querem permanecer no erro — fiquem furiosos. Graças a
Deus, há ensinadores, pregadores e líderes que, ao serem alertados sobre seus
desvios, à luz da Palavra de Deus, refletem e tomam uma posição ao lado da
Bíblia. Por outro lado, há os que se enfurecem, ameaçam, dizem que vão
processar, desafiam, chamam para a briga... São esses homens de Deus? Os
fundamentos se transtornam. Que podemos fazer? Pregar a verdade, assim como
fizeram Ezequiel e Estêvão, não temendo nada (Ez 2; At 7).
A Palavra de Deus diz: “Conjuro-te... que pregues
a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com
toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã
doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme
as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando
às fábulas. Mas tu sê sóbrio em tudo...” (2 Tm 4.1-5). Que pode fazer o justo
ante o abalo dos fundamentos? Ser sóbrio em tudo e pregar a verdade, sempre.
Vemos na mídia homens que já defenderam a verdade
com intrepidez, verdadeiros profetas do Altíssimo, os quais outrora se
levantavam contra movimentos que torcem o evangelho, como o falacioso movimento
G-12 — que envolve práticas antibíblicas como regressão psicológica, “liberação
de perdão”, inclusive a Deus, maldição hereditária, teologia da prosperidade,
hipnose disfarçada, etc. —, agora defendendo-os e associando-se a eles por puro
interesse comercial (2 Pe 2.3; 1 Tm 6.9,10; Ef 5.5). Não bastasse isso, usam o
tom ameaçador como arma. Se esses não se arrependerem, de nada adiantarão as
suas evasivas naquele grande Dia, ante o Justo Juiz (Mt 7.21-23; 2 Pe
2.1-3,20-22)!
Que podemos fazer como justos? Orar e falar a
verdade, sempre!
Ciro Sanches Zibordi
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